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Avaliação neuropsicológica para o espectro autista

SIDNEIA PERES DE FREITAS – PSICÓLOGA E NEUROPSICÓLOGA

O autismo, nesses últimos meses, tem sido muito discutido. Vimos reportagens sobre o assunto e também uma personagem autista tem feito parte do dia a dia dos brasileiros, na novela Amor à Vida (TV Globo). Tudo isso despertou a atenção para um tema que era pouco abordado. Constantemente, acompanhamos a angústia de pais que percebem diferenças nos filhos e percorrem vários especialistas sem conseguir um diagnóstico definitivo para a abrangente questão do autismo. Essa dificuldade está relacionada com a falta de um marcador biológico específico que confirme a presença do autismo, e, desta forma, a observação clínica, a história referida pelos pais, professores e profissionais que acompanham o paciente são ferramentas fundamentais para o fechamento do diagnóstico.

Além disso, existe uma enorme variabilidade no grau de habilidades tanto relacionadas à linguagem, quanto à interação social e padrões de comportamentos que dificultam o reconhecimento do autismo. Outro fator comum ao espectro autista é o rebaixamento cognitivo; a grande maioria dos autistas tem associada uma deficiência intelectual e, desta forma, diferenciar e caracterizar o caso dentro do espectro autista se torna um grande desafio.

Sendo assim, a avaliação neuropsicológica é um instrumento fundamental para a formulação diagnóstica do autismo. Através das escalas, inclusive, podemos quantificar os processos cognitivos como linguagem, aprendizagem verbal, memória, praxia e funções viso motora espacial, entre outras e – em conjunto com a observação clínica e interação com pais, escola e profissionais envolvidos – diagnosticar de forma segura o autismo infantil.

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